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PCES e PCIES apuram morte de homem em condomínio de Vila Velha após perícia indicar indícios de violência 

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A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio do plantão do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), em atuação conjunta com a Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES), prendeu, nesse sábado (02), um homem de 35 anos, suspeito de matar o companheiro, identificado como Jarbas Guedes Batista, de 61 anos, em um condomínio localizado no bairro Coqueiral de Itaparica, em Vila Velha.

A perícia da PCIES identificou lesões incompatíveis com morte natural ainda no local. Os detalhes serão repassados durante atendimento, na manhã desta segunda-feira (04), no DEHPP, em Vitória.

De acordo com o perito criminal Marcelo Cotta, da Seção de Crimes contra a Pessoa da PCIES, a equipe foi inicialmente acionada para atender uma suposta ocorrência de queda. “Fomos acionados para um possível caso de queda, mas, ao chegarmos ao local, identificamos elementos que não eram compatíveis com essa dinâmica. Havia sinais de limpeza no quarto, manchas de sangue na parede e vestígios sob o lençol. Em outros cômodos, também encontramos roupas e materiais com manchas semelhantes a sangue, além de indícios de alteração da cena”, afirmou.

Segundo o perito, as lesões no corpo da vítima levantaram suspeitas. “A vítima apresentava lesões na cabeça, no pescoço, nas mãos e diversas fraturas de costela, o que não é compatível com uma simples queda. Além disso, estimamos que o corpo já estava no local entre 24 e 48 horas”, disse.

Diante dos indícios, a Polícia Científica acionou a equipe do DEHPP. “Quando verificamos que não se tratava de um acidente, mas de um possível homicídio, acionamos imediatamente a equipe de homicídios, que deu continuidade às diligências”, completou.

A delegada Gabriela Enne, responsável pela prisão e do gabinete do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP) detalhou que o investigado apresentou versões contraditórias desde os primeiros momentos. “Ainda no local dos fatos, ele apresentava versões contraditórias em relação à dinâmica. Não conseguia explicar a quantidade de sangue e os vestígios encontrados, que não eram compatíveis com a versão de queda”, afirmou. Segundo ela, à medida que as equipes confrontavam o suspeito com os elementos técnicos levantados, a versão inicial foi sendo modificada.

De acordo com a delegada, o investigado acabou confessando as agressões após ser confrontado com as evidências. “Quando foi questionado sobre as lesões — na cabeça, no pescoço, nos braços e as fraturas de costela — ele admitiu que houve uma briga na noite anterior, motivada por ciúmes, após descobrir que a vítima mantinha contato com um ex-namorado”, relatou.

Ainda segundo a delegada Gabriela Enne, o próprio suspeito relatou a forma como as agressões ocorreram ao longo da noite e ele relatou que a vítima estava em situação de vulnerabilidade no momento das agressões. “Ele afirmou que a vítima estava sob efeito de álcool e de substância entorpecente e que se aproveitou dessa condição para agredi-la diversas vezes. Em determinado momento, chegou a colocá-la na cama e percebeu que ela estava passando mal, mas, mesmo assim, não acionou socorro”, pontuou, destacando a gravidade da omissão.

A delegada também ressaltou o comportamento do suspeito após os fatos e os indícios de tentativa de ocultação de provas. “Mesmo diante da gravidade da situação, ele não buscou atendimento médico imediato e tentou sustentar a versão de queda. A dinâmica encontrada, com sinais de limpeza e vestígios de sangue em diversos ambientes, indica possível tentativa de alterar a cena do crime, o que ainda será confirmado pelos laudos periciais”, informou.

Sobre o histórico do investigado, a delegada destacou antecedentes relevantes. “Ele possui registros anteriores por agressões contra ex-companheiros e já foi autuado por ameaça, o que demonstra um histórico de violência em relações pessoais”, ressaltou.

O suspeito foi autuado em flagrante por homicídio qualificado e, caso seja comprovada a alteração da cena, também poderá responder por fraude processual.

As investigações seguem em andamento, com a expectativa da conclusão dos laudos periciais para o completo esclarecimento do caso.

 


Fonte: Polícia Civil – ES


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