A obra da Rodovia ES-318, conhecida como Contorno de São Mateus, entrou no centro de um debate político e jurídico no Espírito Santo após denúncias apresentadas pelo deputado estadual Lucas Polese. O caso envolve questionamentos sobre desapropriações, pagamento de indenizações e possível conflito de interesses na condução do empreendimento.
Segundo o parlamentar, há indícios de irregularidades nos critérios adotados para avaliação de imóveis e definição dos valores pagos a proprietários afetados pelo traçado da rodovia. Entre os pontos levantados, estão suspeitas relacionadas a pagamentos envolvendo gestor do órgão responsável pela execução da obra.
As declarações foram feitas na Assembleia Legislativa e divulgadas publicamente, ampliando a pressão sobre os órgãos de controle para que realizem uma análise técnica detalhada da documentação.
Diante das denúncias, o Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo foi provocado a se manifestar sobre o caso. O movimento inclui a possibilidade de acesso amplo aos autos do processo administrativo da obra, incluindo contratos, planilhas de custos, laudos de avaliação imobiliária e atos administrativos. Nos bastidores, a medida é interpretada como um possível pedido de quebra de sigilo para garantir fiscalização completa.
A execução do Contorno de São Mateus está sob responsabilidade do Departamento de Edificações e de Rodovias do Estado do Espírito Santo, órgão estadual encarregado de obras de infraestrutura viária. O investimento estimado é de aproximadamente R$ 165 milhões, valor que reforça a necessidade de transparência e rigor técnico na aplicação dos recursos públicos.
Considerada estratégica para a mobilidade da região Norte do Estado, a obra tem como objetivo retirar o tráfego pesado da área urbana de São Mateus, melhorar o fluxo logístico e aumentar a segurança viária. No entanto, as recentes denúncias colocam o empreendimento sob análise dos órgãos de controle e ampliam o debate sobre fiscalização de grandes contratos públicos no Espírito Santo.
Até o momento, não houve divulgação oficial de conclusão por parte do Tribunal de Contas. O espaço permanece aberto para manifestação dos citados.














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