Nos últimos dias, as redes sociais e os bastidores da política capixaba foram sacudidos por um vídeo contundente do deputado estadual Lucas Polese. O parlamentar traz à tona uma trama que mistura tentativas de assassinato, investigações de corrupção e suspeitas de interferência política no mais alto escalão do Governo do Estado. Mas o que está realmente acontecendo no Espírito Santo?
O Estopim: Tiros na Serra
Tudo começou com um episódio digno de filmes de suspense, mas que aconteceu na vida real, no município da Serra. O carro de um empresário investigado na Operação Baest foi alvo de diversos disparos. Para Lucas Polese, o diagnóstico é claro e preocupante: estamos diante de uma tentativa de “queima de arquivo”.
A lógica é simples, porém assustadora: quando alguém sabe demais sobre esquemas que envolvem poderosos, torna-se um alvo. O empresário em questão é peça-chave em uma investigação que tenta desvendar conexões perigosas.
A denúncia do deputado vai além de um crime de rua. Ela aponta para o coração das instituições capixabas. No centro do furacão está o desembargador Macário Júdice Neto, já conhecido por polêmicas anteriores e suspeitas de favorecimento a facções criminosas.
O ponto mais sensível do relato de Polese envolve o governador Renato Casagrande. Segundo o parlamentar, houve uma movimentação atípica: a demissão de delegados e policiais que estavam na linha de frente das investigações, justamente quando estas começavam a chegar em nomes influentes.
Um dos momentos mais impactantes do vídeo é quando o deputado faz um paralelo com escândalos nacionais. Ele menciona mensagens de WhatsApp onde o governador teria pedido ao desembargador Macário para “olhar com carinho” o processo de um aliado político acusado de fraudar licitações.
O desfecho? Um mês após esse pedido de “carinho”, o aliado foi inocentado. Para Polese, esse padrão de comportamento institucional é o que impede que o Espírito Santo limpe suas estruturas de poder.
O Silêncio da Imprensa e o Grito por Proteção
Outra crítica severa do deputado recai sobre a imprensa local. Ele argumenta que, enquanto casos semelhantes em Brasília ganham manchetes nacionais, os escândalos do Espírito Santo parecem enfrentar uma barreira de silêncio ou subnotificação.
Diante do risco iminente de novas tentativas de silenciamento, Polese protocolou o Ofício nº 08/2026. O documento é um grito por socorro institucional, solicitando proteção oficial para:
1. Adilson Ferreira, o empresário que sofreu o atentado.
2. Romualdo Gianordoli Neto, o delegado que conduzia as investigações.
Quando falamos de “queima de arquivo” e interferência em investigações, não estamos falando apenas de política. Estamos falando de um sistema onde a justiça pode ser seletiva e a verdade, perigosa. O que o deputado Lucas Polese propõe é que a sociedade capixaba não feche os olhos para o que acontece nos gabinetes e nas ruas do estado.
A transparência é o único antídoto contra a corrupção. E, neste momento, o Espírito Santo precisa, mais do que nunca, de respostas claras e proteção para aqueles que se atrevem a falar.












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