Na manhã desta terça-feira, 24 de março, as paredes do Gabinete do Prefeito de Vitória se tornaram palco de um momento que transcendeu a gestão administrativa. O som habitual de teclados e as discussões sobre políticas públicas deram lugar a um silêncio reflexivo e a vozes de intercessão, em um encontro que uniu lideranças da Igreja Ágape e a equipe da administração municipal.
O ponto mais alto da emoção surgiu quando o Prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) tomou a palavra para honrar a memória da Comandante Deyse Cavalcante. Em uma fala despida de protocolos rígidos, Pazolini referiu-se a ela como a “comandante eternizada”. Ao classificar a sua perda como um feminicídio covarde, o prefeito não apenas denunciou a violência, mas também validou a dor de uma comunidade — a da Grande Santo Antônio — que viu partir uma de suas figuras mais dedicadas.
O foco não esteve apenas na profissional exemplar que a Guarda Municipal perdeu, mas na mãe, na filha e na mulher que deixou um vazio irreparável. A imagem do prefeito em oração, pedindo forças para a família da comandante, é um lembrete de que, por trás de cada cargo público, bate um coração que sente as feridas da sua cidade.
Empatia Além da Política
Em um gesto de intercessão que demonstra o poder da fé sobre as divergências, o momento também foi dedicado à saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro. Pazolini compartilhou com os presentes o desejo sincero de melhora, registrando a preocupação com o quadro clínico do líder nacional.
“E também ao nosso presidente Jair Bolsonaro, que tem passado por momentos tão difíceis de saúde e que tem uma expectativa hoje de que ele possa sair da UTI para o quarto para restabelecer a sua saúde”, afirmou o prefeito durante sua fala no gabinete.
Este momento de oração revelou uma faceta crucial da liderança: a capacidade de desejar o bem ao próximo, independentemente do cenário político, focando-se estritamente na fragilidade e na dignidade da vida humana.













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