A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Aracruz, cumpriu, nessa quarta-feira (25), um mandado de busca e apreensão domiciliar no âmbito de inquérito policial que apura a prática do crime de estelionato.
As investigações apontam que os suspeitos promoviam reuniões na Aldeia Córrego D’Ouro, em Aracruz, com o objetivo de realizar cadastros de pessoas interessadas em ações indenizatórias relacionadas ao desastre ambiental ocorrido em Mariana/MG, que estariam tramitando na Holanda e na Inglaterra. Durante tais encontros, eram repassadas informações acerca do funcionamento do suposto processo, bem como cobradas taxas para adesão.
De acordo com os levantamentos, um dos indiciados figurava como um dos principais organizadores dos eventos, sendo responsável por orientar os participantes e prometer o recebimento de indenizações em prazo certo, chegando a afirmar que aqueles que realizassem cadastro até o dia 20 de março de 2025, receberiam valores já no mês de agosto do mesmo ano.
Verificou-se ainda que o investigado possui uma empresa, a qual, em tese, era utilizada como fachada para conferir aparência de legalidade às atividades, simulando atuação semelhante à de escritório de advocacia, sem, contudo, possuir habilitação regular para tanto.
“Os elementos informativos colhidos ao longo da investigação, inclusive documentos e materiais compartilhados por advogados da região que foram procurados por populares acerca da veracidade das referidas ações, indicam a existência de um esquema fraudulento estruturado para induzir vítimas em erro, mediante promessa de vantagem econômica indevida”, informou o titular da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Aracruz, delegado Vicente Pellegrino Neto.
O inquérito policial culminou no indiciamento de duas pessoas, sendo pai e filha, pela prática de estelionato, diante das evidências de participação conjunta nas fraudes investigadas.
Fonte: Polícia Civil – ES












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