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Pintor é morto a tiros por policial militar após briga em Vitória; caso gera revolta na comunidade

Família contesta versão do PM e afirma que vítima foi executada durante festa no bairro Grande Vitória

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Vitória (ES) — Um pintor identificado como Fernando da Silva Santos, de 33 anos, foi morto a tiros por um policial militar após uma briga na noite de domingo (16), no bairro Grande Vitória, na capital capixaba. O caso provocou forte comoção e revolta entre moradores da região, que contestam a versão apresentada pelo soldado envolvido. Segundo familiares, Fernando participava de uma festa de aniversário quando discutiu com um homem que estaria sob efeito de drogas. A confusão teria se agravado depois que o indivíduo buscou um facão para retomar a briga. Testemunhas afirmam que o policial militar — um soldado de 23 anos, fora de serviço — “tomou as dores” do agressor e disparou contra o pintor. A vítima foi atingida por quatro tiros: nas costas, no tórax, no antebraço e no rosto. Moradores que presenciaram o crime afirmam que Fernando não representava ameaça quando foi baleado.

Versões conflitantes

O policial apresentou outra versão aos investigadores. De acordo com o PM, ele estava na casa de um tio quando viu Fernando segurando o que seria uma arma. Ele afirma ter ordenado que o pintor soltasse o objeto, mas diz que o homem “avançou” em sua direção, levando-o a atirar. A Polícia Militar informou que a arma apreendida no local seria falsa, mas familiares negam que Fernando estivesse armado.

Investigação em andamento

O caso está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A Corregedoria da PMES também instaurou procedimento interno para apurar a conduta do militar. Após os disparos, o soldado acionou o 190 relatando que moradores o ameaçavam. Ele foi ouvido e liberado. A arma utilizada no crime foi apreendida.

O corpo de Fernando foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Vitória.

Revolta e pedidos de justiça

Familiares e moradores afirmam que Fernando era “querido” na comunidade e trabalhava como pintor e servente de obras. A morte gerou forte indignação, e vizinhos pedem investigação rigorosa e transparência sobre as imagens e depoimentos coletados


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