
O pastor Silas Malafaia publicou neste sábado (23) um vídeo pedindo desculpas a seus seguidores evangélicos pelo uso de palavrões e xingamentos em conversas privadas com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), reveladas pela Polícia Federal nesta semana.
Os áudios vieram à tona após operação de busca e apreensão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), realizada na quarta-feira (20). Nas gravações, Malafaia critica o deputado Eduardo Bolsonaro (PL) e utiliza termos de baixo calão ao conversar com o ex-presidente.

“Alguns irmãos evangélicos criticaram o meu jeito de falar. É verdade que, de vez em quando, eu falo palavras indevidas, até palavrão. Eu erro”, disse o pastor no vídeo. Ele citou trechos bíblicos para justificar as falhas e pediu perdão à comunidade religiosa. “Como cristão, só posso fazer uma coisa para aqueles que ficaram escandalizados com minhas palavras: me perdoem. Mas quero dar um aviso: a Gestapo do Alexandre de Moraes, ao vazar conversas privadas do meu telefone, pode mostrar palavrões. Me perdoem e orem por mim.”
Mesmo reconhecendo os excessos, Malafaia voltou a atacar Moraes, a quem acusa de promover “perseguição política”. “Estou em busca de aperfeiçoamento, tenho falhas. Agora, aqueles que me caluniaram e tentam tirar proveito político, algo típico de fariseus hipócritas… não vou me intimidar”, afirmou.
A operação da PF contra o líder religioso integra investigações sobre ataques às instituições democráticas. Além de Malafaia, outros aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro foram alvo de mandados.

( 📸 Foto: Divulgação Redes Sociais )

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