O Hospital Santa Rita de Cássia, em Vitória, está sob investigação após uma possível contaminação por histoplasmose, doença causada pelo fungo Histoplasma capsulatum, geralmente encontrado em fezes de aves e morcegos. Segundo informações divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa), nove pessoas tiveram resultado positivo em exames iniciais, enquanto 93 seguem sendo acompanhadas pelas equipes de vigilância. A maior parte dos monitorados é formada por profissionais que atuam na unidade, além de acompanhantes e pacientes que circularam em áreas consideradas de risco. O fungo não é transmitido diretamente de pessoa para pessoa. A infecção ocorre pela inalação de partículas liberadas no ambiente, principalmente em locais fechados onde há acúmulo de fezes secas ou poeira contaminada. A Sesa informou que a investigação está sendo conduzida juntamente com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen-ES). O objetivo é identificar a origem do foco de contaminação e adotar medidas de controle ambiental, como limpeza, isolamento de áreas e reforço na ventilação.
Além disso, uma amostra de água de um bebedouro do hospital apresentou resultado positivo para a bactéria Burkholderia cepacia, que pode causar infecções respiratórias em pessoas com imunidade baixa. Até o momento, não há confirmação de que pacientes tenham sido afetados por essa bactéria. A histoplasmose costuma ser assintomática ou apresentar sintomas leves, como tosse, febre e cansaço. Porém, em pacientes imunossuprimidos, como pessoas em tratamento oncológico, a doença pode evoluir para quadros graves, exigindo atenção médica imediata. A administração do hospital afirma que está colaborando com as autoridades sanitárias e reforçando medidas de segurança para proteção de funcionários e pacientes. Novas atualizações devem ser divulgadas nos próximos dias.













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