O deputado estadual Lucas Polese (PL) denunciou nesta semana o suposto bloqueio de emendas parlamentares destinadas exclusivamente à área social no Espírito Santo. Segundo o parlamentar, aproximadamente R$ 2 milhões por ano, indicados por seu mandato para hospitais, APAEs, casas de acolhimento, orfanatos e asilos, ainda não teriam sido liberados pelo Governo do Estado.
De acordo com Polese, 100% de suas emendas foram direcionadas ao setor social, priorizando instituições com histórico de atendimento à população, como a Santa Casa de Misericórdia, o Hospital Evangélico e unidades da Pestalozzi espalhadas pelo estado.
O deputado afirma que optou por não destinar recursos para eventos ou ações pontuais, concentrando os investimentos em saúde e assistência social. No entanto, relata que os repasses estariam sendo suspensos ou atrasados, mesmo após a formalização das indicações.
Para o parlamentar, a situação teria motivação política, já que ele integra a oposição ao governador Renato Casagrande (PSB). Polese afirma possuir comunicações da Casa Civil e da Secretaria de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social (Setades) que apontariam entraves na liberação das verbas.
“O problema é que, quando uma emenda para um hospital é travada, quem sofre não é o político, mas o cidadão que está na fila do SUS ou a família que depende do apoio dessas instituições”, declarou.
Lucas Polese também reforçou a defesa da independência do mandato, afirmando que foi eleito para fiscalizar e legislar, e não para condicionar sua atuação política à liberação de recursos públicos.
O parlamentar cobra mais transparência do Executivo e pede que eventuais impedimentos técnicos sejam apresentados de forma clara. Ele destaca que áreas essenciais como saúde e assistência social não deveriam ser afetadas por disputas partidárias.
Até o momento, o Governo do Estado não se manifestou oficialmente sobre as declarações.














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