DEFESA DEVE JUSTIFICAR VIOLAÇÃO ATÉ O FIM DA TARDE
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro tem até o final da tarde deste domingo (23/11) para apresentar ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma justificativa sobre a violação da tornozeleira eletrônica. A determinação foi feita pelo ministro Alexandre de Moraes, após um relatório da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (SEAP-DF) apontar marcas de queimadura e tentativa de abertura no dispositivo. Segundo o documento, o equipamento apresentava sinais de dano compatíveis com o uso de ferro de solda, recurso que o próprio Bolsonaro teria admitido ter utilizado.
PGR também deve se manifestar
Após a apresentação da defesa, a Procuradoria-Geral da República (PGR) terá 24 horas para responder. Tanto a defesa quanto o Ministério Público irão subsidiar a análise do STF sobre o episódio, considerado grave pelo relator do caso. A tornozeleira será submetida a perícia da Polícia Federal, que investigará a extensão dos danos e se houve tentativa deliberada de burlar o monitoramento.
Risco de fuga e decisão prevista para esta segunda
Para Moraes, a violação do equipamento aumenta o risco de fuga, especialmente diante das movimentações recentes na residência do ex-presidente e da proximidade de sua casa com a Embaixada dos Estados Unidos, em Brasília. A Primeira Turma do STF deve votar nesta segunda-feira (24/11) se mantém ou reverte a decisão que converteu a prisão domiciliar de Bolsonaro em prisão preventiva.
Defesa nega plano de fuga e fala em ‘humilhação’
Os advogados de Bolsonaro afirmam que a tornozeleira é utilizada para “humilhá-lo” e negam qualquer intenção de fuga. Segundo a defesa, o ex-presidente “não teria como deixar sua residência sem ser imediatamente detectado”.













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