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Bruninho tentou negociar fim da pensão em troca de resposta sobre o corpo de Eliza Samudio

Filho de Eliza ofereceu abrir mão de valores da pensão alimentícia para obter informações sobre os restos mortais da mãe, encontro com o ex-goleiro Bruno não ocorreu, defesa alega condições jurídicas

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Em um desdobramento recente que voltou a movimentar o caso Eliza Samudio, o filho da vítima, conhecido como Bruninho Samudio, teria oferecido abrir mão dos valores que tem a receber da pensão alimentícia e indenizações em troca de informações sobre o paradeiro dos restos mortais da mãe, assassinada em 2010, segundo relatos e carta divulgada pela madrinha do jovem.

De acordo com relatos da madrinha, Maria do Carmo, a ideia partiu do próprio Bruninho, que hoje tem 16 anos e atua como goleiro nas categorias de base, e tinha esse acordo como objetivo principal de um encontro marcado com o pai, o ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo homicídio de Eliza.

O encontro, previsto para janeiro de 2026, não aconteceu. A defesa do ex-atleta afirmou que Bruno só aceitaria conversar em “condições saudáveis, sem riscos jurídicos”, com presença de advogados e segurança, e considerou a proposta como coação ou algo juridicamente irregular.

Contexto da tentativa de negociação e reação da família

Segundo a madrinha, Bruninho estava disposto a abrir mão “de tudo o que teria para receber” — incluindo pensão alimentícia e ações judiciais — em troca de qualquer pista concreta sobre onde os restos mortais de Eliza estão enterrados, algo que permanece um mistério mesmo após mais de 15 anos do crime.

Fontes próximas à família afirmam que o jovem buscava não dinheiro, mas um enterro digno e respostas sobre o que aconteceu com a mãe, cujo corpo nunca foi encontrado pelas autoridades. A ausência de localização dos restos mortais tem sido uma das principais lacunas investigativas do caso.

Defesa de Bruno e perspectiva judicial

A defesa do ex-goleiro reforçou que qualquer conversa teria de ocorrer em ambiente formal e com amparo legal, com advogados presentes, e que Bruno não se sentiu seguro com o formato proposto por Bruninho e sua família, o que levou ao cancelamento do encontro.

Especialistas em direito ouvidos pela imprensa lembram que negociações desse tipo — envolvendo renúncia de direitos em troca de informações sobre restos mortais — não têm respaldo claro na legislação brasileira e podem trazer implicações jurídicas complexas para as partes envolvidas.

Cenário atual e repercussão

A tentativa frustrada de aproximação reacendeu o debate público sobre o caso, especialmente nas redes sociais e em portais de notícias, enquanto Bruninho afirma que seguirá buscando seus direitos na Justiça, inclusive relacionados a pensão e indenizações que ele alega estar em atraso há anos. O caso continua a gerar repercussão nacional, não apenas pelo aspecto criminal, mas também pelos desdobramentos familiares e jurídicos que cercam um dos crimes que mais marcaram a mídia brasileira nas últimas décadas


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