A Dell Technologies estrutura mudanças de marca e de produtos para o segmento de consumo. Em entrevista recente durante o Dell Tech World 2026, realizado em Las Vegas, o vice-presidente de Marketing da companhia, Sid Jatia, deu mais detalhes sobre os planos da empresa para o futuro.
Ele afirma que a empresa focará em recursos de inteligência artificial para as suas máquinas, na revisão de nomes e na oferta de computadores com preço acessível para o mercado nacional.
Você pode conferir a seguir os destaques das falas de Jatia para o editor Wallace Moté, que viajou até o local a convite da companhia para cobrir o evento. Aproveite para interagir com a gente sobre o que achou das declarações no espaço destinado a comentários.
Sid Jatia explica que a Dell passa por um momento de transformação, com grande abertura para expansão no mercado de consumo final. O objetivo está em conectar a marca ao cliente antes do produto.
“O que a Dell fez nos últimos 10 anos encontra-se em um cruzamento onde agora é uma empresa completamente diferente. Existe um senso de abertura, o senso de que vamos investir alto em consumo e fazer isso da maneira correta.”
Sid Jatia
Vice-presidente de Marketing da Dell Technologies
Além disso, ele reconhece que as nomenclaturas atuais das linhas confundem os usuários. O executivo admite a necessidade de simplificação e destaque a enorme força do nome “Inspiron” no Brasil.
“Para ser totalmente transparente, não é fácil para os clientes toda a taxonomia que temos. Inspiron ainda é muito familiar, provavelmente até mais forte que XPS em termos de identificação no Brasil. Então, acho que temos trabalho pela frente. Como investir na taxonomia de marca certa a longo prazo e manter essa estratégia? Acho que ainda estamos trabalhando nisso, mas certamente podemos melhorar.”
A Dell planeja usar a sua autoridade construída no mercado corporativo para liderar o discurso de IA ao consumidor final, com a promessa de explicações claras sobre o assunto aos usuários.
A estratégia da marca rejeita o uso excessivo de jargões técnicos. O objetivo é realizar uma educação do mercado, ao detalhar de forma mais prática qual é o papel do sistema operacional e do hardware nos novos “AI PCs”.
“Acho que podemos juntar tudo isso e fazer com a clareza e autenticidade que temos, considerando nosso negócio corporativo, e de uma maneira que não seja um monte de jargões e coisas do tipo, mas sim algo como: vamos simplificar, vamos assumir o papel de educar, vamos assumir o papel de liderança e realmente entregar isso na loja, no online e com os produtos que desenvolvemos.”
Para competir com o sucesso dos processadores da série M dos MacBooks e dar uma resposta à Apple, a Dell prepara um lançamento no ecossistema Intel/Windows com forte apelo em preço, produto e experiência.
“Para quem quer permanecer no ecossistema Intel ou Windows, temos entusiasmo com algo prestes ao lançamento. Vamos trazer concorrência de uma maneira com a qual não nos animávamos há muito tempo.”
Mas há o desafio dos preços de entrada. A alta no custo dos componentes, como memória, transformou o mercado. O executivo admite que notebooks chegaram a dobrar de valor, apesar de o consumidor ainda procurar pelos custos anteriores.
“O que costumava ser um laptop de US$ 250 é um laptop de US$ 500. A faixa de preço inferior quase desapareceu na capacidade de execução, mas os clientes ainda procuram um laptop de US$ 250 ou US$ 300.”
Como solução, em especial para o Brasil, Jatia conta que a empresa desenvolve alternativas para atender à demanda de baixo custo em países emergentes, mas alerta sobre a necessidade de manter um padrão de qualidade mínimo, para não descaracterizar a marca Dell.
Marca antes conhecida por produtos tops de linha, a Alienware lançou produtos de entrada para a linha gamer nos últimos meses, baseados em pesquisas de mercado feitas no Brasil e na Índia, com públicos apaixonados por jogos, mas com orçamento restrito.
“As equipes viajaram pelo mundo para a compreensão de jogos e das necessidades dos consumidores em mercados como Brasil e Índia, com faixa de preço mais baixa, mas público com extremo entusiasmo.”
A Dell monitora ainda tendências como tablets com teclados no Brasil, consoles portáteis e telas duplas. A empresa não descarta se aventurar nesses setores, apesar de não haver qualquer projeto confirmado até o momento.
“Se houver volume e grandes necessidades do cliente, vamos considerar. Absolutamente tudo passa por avaliação nesta frente.”
Para completar, a companhia também avalia novos formatos de computadores, como um modelo ultrafino pensado em ser um “XPS para gamers” em desenvolvimento ativo – cujo lançamento não ocorrerá ainda nos próximos trimestres.
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