Home Justiça STJ vai investigar suspeita de interferência de desembargador em licitação milionária no ES
Justiça

STJ vai investigar suspeita de interferência de desembargador em licitação milionária no ES

Polícia Federal aponta possível atuação de Macário Júdice Neto em favor de empresário durante disputa de contrato de R$ 10,5 milhões da Sedu

1778282600358

Polícia Federal aponta possível atuação de Macário Júdice Neto em favor de empresário durante disputa de contrato de R$ 10,5 milhões da Sedu

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) vai investigar suspeitas de interferência do desembargador Macário Júdice Neto em uma licitação milionária da Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo (Sedu). O caso foi revelado após investigações da Polícia Federal ligadas à Operação Unha e Carne.

Segundo a apuração da PF, o magistrado teria atuado para favorecer o empresário Adilson Ferreira, proprietário da empresa Unique Serviços e Transporte Ltda., durante um processo licitatório avaliado em aproximadamente R$ 10,5 milhões.

A concorrência tinha como objetivo a contratação de empresa para fornecimento de climatizadores à rede estadual de ensino do Espírito Santo. A Unique chegou a vencer a disputa inicialmente, mas acabou sendo desclassificada após análise técnica que apontou inconsistências no processo. A decisão foi posteriormente mantida pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

De acordo com o relatório da Polícia Federal, mensagens e documentos analisados indicam que o desembargador teria acompanhado o andamento da licitação e fornecido orientações estratégicas ao empresário investigado. Os investigadores suspeitam da existência de uma rede de influência envolvendo agentes públicos e interesses privados dentro da administração estadual.

O envio do caso ao STJ ocorreu devido ao foro privilegiado de desembargadores. A investigação deverá apurar se houve prática de tráfico de influência, favorecimento indevido ou qualquer outro crime relacionado ao processo licitatório.

As defesas dos envolvidos negam irregularidades. A Procuradoria-Geral do Estado informou que todos os procedimentos ocorreram dentro da legalidade e destacou que os mecanismos internos de controle impediram qualquer interferência externa na decisão final da licitação.

O caso aumenta a pressão sobre instituições públicas no Espírito Santo e reacende debates sobre transparência, fiscalização e combate à corrupção em contratos milionários do poder público.

 


Receba notícias do Espírito Santo no canal do Telegram de ES Informações

32px telegram logo.svgENTRAR NO CANAL

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Caso Dona Iraci completa 1 ano sem solução e família cobra justiça em Vila Velha

Um ano após o assassinato de Iraci de Souza Teixeira, de 66...

Justiça decreta prisão preventiva de namorado de jovem morta em acidente na Leste-Oeste, em Cariacica

O Tribunal de Justiça do Espírito Santo, TJES, determinou a prisão preventiva...

MPES pede afastamento de policiais por omissão em duplo homicídio em Cariacica

O , MPES, solicitou o afastamento de policiais militares investigados por suposta...

WhatsApp