Com criatividade e um olhar atento às oportunidades, a festividade pode ser bem movimentada para quem já empreende e para quem quer fazer uma renda extra. O empreendedor Davi Abreu, da Coquetu (@coquetubar), por exemplo, está com a agenda cheia para a venda de drinks nos próximos dias. Formado em elaboração de drinks e coquetéis pelo Senac, ele começou como freelancer em eventos e decidiu investir na própria marca após perceber o potencial do mercado.

“No Carnaval do ano passado eu e um amigo vendemos chup-chups alcoólicos e deu muito certo. Isso fez com que eu começasse a pensar em empreender. Comprei os equipamentos e comecei a fechar trabalhos em eventos particulares. Neste Carnaval, fechamos parcerias para venda de drinks em dois pontos no sábado, em Jardim da Penha e no centro de Vitória. E na segunda-feira, vamos estar com a modalidade open bar em parceria com um bar que vai promover um bloco”, contou.
Outra empreendedora, a estilista e designer de moda Stael Magesck, vê nos dias de folia uma chance concreta de turbinar suas vendas, por isso, mantém sua loja aberta durante todo o período de Carnaval. Na Casa da Stael (@casadastael), que fica no centro de Vitória, Stael expõe suas criações e as peças de outros artistas locais. “Nesse período, a coleção de Carnaval predomina, mas sempre é possível encontrar produtos de produção local, autoral e capixaba. Temos moda, acessórios, artesanato, cafés, cachaças e suvenires com identidade cultural do Espírito Santo”. Com localização estratégica, na Rua Sete de Setembro, a Casa atrai a atenção de foliões entre um bloco e outro.

Bernardo também destaca a importância da comunicação com o público. “Se você já tem rede social ou se comunica com seus clientes, deixe claro qual será o horário de funcionamento no Carnaval, como vai operar. Alguns bares fecham as portas e atendem só na rua, outros estendem as cadeiras porque a via fica interditada. São oportunidades que dependem de um bom planejamento.”
O turismo agradece
O cenário otimista é confirmado pela alta na procura por bilhetes aéreos e fretamentos rodoviários e acompanha uma tendência nacional. Em todo o Brasil, cerca de 41,4 milhões de pessoas devem participar das celebrações, o equivalente a 25% dos consumidores das capitais, segundo pesquisa da CNDL e do SPC Brasil em parceria com a Offewise Pesquisas. Entre os que pretendem gastar com produtos ou serviços típicos do período, 88% afirmam que vão participar de alguma festividade.
O impacto deve ser sentido principalmente nos pequenos negócios e serviços ligados ao lazer e turismo. O levantamento aponta que 95% dos foliões planejam comprar produtos e 88% pretendem contratar serviços durante o Carnaval. Entre os itens mais consumidos estão bebidas como água, sucos, energéticos e chás (55%), além de cerveja, comidas e lanches fora de casa. Já nos serviços, destacam-se bares e restaurantes (45%), transporte particular e serviços de beleza. O Carnaval é mais do que festa: é oportunidade certeira para geração de renda, valorização dos pequenos negócios e fortalecimento da economia local.
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Fonte: Agência Sebrae – ES













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