A política, em sua essência mais pura, é feita de símbolos. Quando o deputado estadual Lucas Polese decidiu cruzar a divisa do Espírito Santo rumo a Minas Gerais para se juntar à caminhada de Nikolas Ferreira rumo a Brasília, ele não estava apenas somando quilômetros no hodômetro ou passos na rodovia. Ele estava enviando um recado nítido sobre o tipo de liderança que pretende consolidar: uma que não se limita ao ar-condicionado das galerias da Assembleia Legislativa.
Polese carrega consigo o peso — e o trunfo — de ser o deputado estadual mais jovem da história capixaba. Para muitos, a juventude poderia ser um sinônimo de hesitação; para ele, tornou-se o combustível de um mandato que se equilibra entre o rigor técnico da fiscalização e o calor das pautas ideológicas. Sua participação na marcha a Brasília é o ápice desse “estilo Polese” de fazer política, onde a presença digital e o engajamento de rua se fundem em uma narrativa de combate.
É comum que parlamentares com forte presença nas redes sociais sejam rotulados como meros “influenciadores”. No entanto, Polese tem se esforçado para desconstruir esse estereótipo dentro do plenário. Sua atuação na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (ALES) tem sido marcada por uma vigilância constante sobre os atos do Executivo. Requerimentos de informação e uma presença vocal em comissões estratégicas mostram que ele compreende as engrenagens do Estado, usando a visibilidade para dar eco às suas cobranças.
Ao se deslocar para Brasília a pé, ele personifica a ideia do “parlamentar combatente”. Para seus apoiadores, o gesto não é uma distração do trabalho legislativo, mas uma extensão dele. É o debate sobre liberdade e limites institucionais — temas caros à sua base — sendo levado do microfone da tribuna para o asfalto das estradas brasileiras.
O fenômeno Lucas Polese revela uma fórmula que parece ser o novo padrão ouro para a direita brasileira: o tripé formado pela presença digital onipresente, o engajamento orgânico de rua e a atuação institucional firme.
Conectar-se com o jovem eleitor exige mais do que propostas; exige identificação. Ao caminhar ao lado de figuras de projeção nacional como Nikolas Ferreira, Polese reforça sua posição como o principal interlocutor dessa nova geração no Espírito Santo. Ele fala a língua das redes, mas mantém os pés — literalmente — no chão da realidade política.
Divergências ideológicas à parte, é impossível ignorar que Lucas Polese está redesenhando a forma como um deputado estadual ocupa espaço. Ele não espera ser notado; ele se faz presente. Seja expondo gargalos na gestão pública ou marchando por quilômetros em defesa de seus ideais, o parlamentar consolida seu nome como uma das figuras mais magnéticas e estratégicas da nova política capixaba.
O futuro de Polese parece estar sendo escrito agora, passo a passo, entre o rigor do gabinete e a poeira da estrada. No final das contas, ele entendeu algo que muitos veteranos ainda ignoram: na política moderna, o gabinete é apenas o ponto de partida, mas é na conexão direta com as pessoas que o poder realmente se legitima.

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