Uma calcinha usada foi encontrada no chão de uma sala do Fórum de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, onde são mantidos documentos e processos sob segredo de justiça. O caso ocorreu no Núcleo de Audiências de Custódia e gerou repercussão após o juiz responsável registrar o episódio em despacho e solicitar investigação interna. A peça foi localizada por duas servidoras que atuam no setor. Segundo o despacho, a sala é ambiente restrito, com circulação limitada a servidores autorizados, magistrados e advogados diretamente relacionados aos processos. A presença da peça íntima levantou suspeitas sobre possível acesso irregular ao espaço ou descumprimento de normas internas de conduta e segurança.
Investigação e medidas adotadas
O juiz determinou a análise de imagens de câmeras de segurança, identificação de pessoas que tiveram acesso ao ambiente no período e verificação de registros de entradas e saídas do prédio. Também foi solicitado relatório da manutenção e rotina de limpeza da unidade, para verificar se houve falha de procedimento. O Tribunal de Justiça do Espírito Santo informou que um procedimento administrativo foi instaurado para apurar o ocorrido. Até o momento, não há conclusão sobre como o objeto foi parar no local.
Repercussão
Nas redes sociais, o caso viralizou e gerou debates sobre segurança institucional e controle de acesso a espaços que armazenam processos sigilosos. A situação também levantou questionamentos sobre eventuais falhas de fiscalização e necessidade de reforço nos protocolos internos. Especialistas em gestão pública afirmam que ambientes com documentação restrita devem manter normas rígidas de controle de circulação, fiscalização contínua e registro detalhado de acesso, devido à sensibilidade das informações guardadas.













Deixe um comentário