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ONU se diz “horrorizada” com operação policial no Rio de Janeiro e cobra investigação do Brasil

O órgão das Nações Unidas destacou que o Brasil tem obrigações internacionais de proteger os direitos fundamentais e de apurar possíveis abusos de força letal.

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Rio de Janeiro (RJ) — O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) declarou nesta quarta-feira estar “horrorizado” com a operação policial realizada em favelas do Rio de Janeiro, que deixou mais de 60 mortos, incluindo quatro agentes de segurança. A entidade exigiu investigações rápidas, imparciais e eficazes sobre o episódio, ressaltando preocupações com o alto número de vítimas nas ações policiais brasileiras. Segundo o comunicado divulgado em Genebra, o ACNUDH afirmou que o caso “reforça a tendência de consequências extremamente fatais das operações policiais em comunidades marginalizadas no Brasil”. A ONU pediu que as autoridades locais adotem medidas concretas para garantir o respeito aos direitos humanos e à vida da população civil.

ONU cobra responsabilização e transparência

O órgão das Nações Unidas destacou que o Brasil tem obrigações internacionais de proteger os direitos fundamentais e de apurar possíveis abusos de força letal. “É essencial que as autoridades assegurem uma investigação rápida, independente e eficaz, e que os responsáveis sejam levados à Justiça”, afirmou o porta-voz do ACNUDH. A Human Rights Watch (HRW) também se manifestou, classificando a operação como uma “tragédia” e criticando o modelo de segurança pública adotado. A entidade internacional ressaltou que o atual modelo “vitimiza tanto os moradores das favelas quanto os próprios policiais”.

Repercussão nacional e internacional

A operação — uma das mais letais dos últimos anos no Rio de Janeiro — provocou reações de entidades civis, parlamentares e organizações de direitos humanos. No Brasil, o Ministério Público e a Defensoria Pública pediram esclarecimentos sobre as circunstâncias das mortes e a legalidade da ação. Internacionalmente, o episódio amplia o debate sobre o uso da força policial em comunidades pobres e o racismo estrutural nas políticas de segurança pública. O governo do estado do Rio de Janeiro ainda não divulgou detalhes completos sobre a operação, mas informou que os confrontos ocorreram durante ações de combate ao crime organizado.


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